
Olá nerds e geeks, simpatizantes e amantes deste mundo em plantão, quem fala aqui é o Magic trazendo mais uma crítica para vocês, levemente atrasada (culpa do estágio e da faculdade), mas em tempo de se aproveitar para o fim de semana!
Em síntese, como estão acostumados, no estilo sessão da tarde, após um criminoso de uma prisão espacial (criminoso em uma prisão, não diga :D) fugir e vir a terra se vingar daquele que o prendeu (agente K), o agente J tem de voltar ao passado (anos 60) para impedir que ele faça com que o agente K não exista no futuro. A trama devo dizer é boa, apesar de muito restrita. Acho que o grande lance do primeiro filme foi explorar a cidade de Nova York (e de boa trilha sonora), enquanto esse usa de cenários nada inovadores e que parecem o tempo todo improvisados (uma verdadeira volta aos filmes dos anos 60) e a trilha sonora mais uma vez é colocada de lado.
Devo ressaltar a volta de Will Smith (agente J) ao cinema, em um papel que lhe caiu muito bem no passado e continua lhe caindo bem, após um hiato de 04 anos, o medalhão de apostas hollywoodiano (e talvez o cara que mais tenha salvado o mundo) para fazer com que seus filmes façam sucesso. Eu adoro o cara (herança de Um Maluco no Pedaço), mas sinceramente estava cansado de ver ele em todo filme que era lançado (o mesmo digo de Nicolas Cage). Saibam que pelos rumores vocês terão de “aguentar” ele pelo menos em mais três continuações (Eu, robô 2; Bad Boys 3; Hancock 2).
O segundo ponto é que sou um grande fã do Tommy Lee Jones (agente K do presente), mas por mim ele poderia ter se aposentado em sua participação em No Country for Old Man (para fins de curiosidade, esse é um dos poucos filmes que na minha humilde opinião merece 10), entretanto ele está de volta, claro que apenas para participações pontuais, mas valeu a pena.
O terceiro ponto é pra mim a grande participação e interpretação do Josh Brolin (agente K do passado) (Admito que demorei a reconhecê-lo sem os costumeiros pelos faciais), o cara já tinha me surpreendido em No Country for Old Man e no True Grit e agora ele aparece interpretando uma versão mais jovem do agente K (Toomy L. Jones), outro modo de dizer que ele interpreta os jeitos aplicados de Tommy L. Jones ao personagem, com perfeição.
Contudo o diretor (o mesmo das outras duas franquias) ainda é fraco, dirige como um novato e não traz nada inovador a produção, sério. A fotografia está menos sombria que nas versões anteriores e ele fez pouco uso dos recursos 3D, tendo em vista o alto orçamento do filme (375 milhões de dólares com produção e propaganda, calcula isso aí em reais), sinceramente esperava muito mais.
A grande questão a se observar é que o primeiro filme, adaptação da HQ, foi muito bom, facilmente receberia uma nota 8, contudo o filme dois, uma tentativa atrasada de angariar novos lucros em cima da produção anterior (e uma cópia em termos de originalidade, se é que vocês me entendem) foi um total desastre e não mereceria nem nota 3 (o filme se mancha mais ao tentar imitar o primeiro, sem trazer nada inovador; como o primeiro foi muito bom o segundo é muito ruim, algo no estilo Matrix), tanto que se demorou 10 anos para que se produzisse outro filme.
O filme traz boas piadas e até um sentimentalismo no final, o roteiro é bem ligado e consistente, nota 8; Sobre o diretor já disse o que tinha que ser dito, nota 5; Quanto aos efeitos, são bons, poucos, com pouca aplicação do 3D, mas pontuais, não vi o filme nas duas versões, por isso não farei recomendações, nota 7; Sobre as interpretações os “três” principais e os “dois” antagonistas não decepcionam, mas não surpreendem (como exceção do Josh Brolin, como já dito), nota 9; Os efeitos sonoros são ótimos e não desapontam e a trilha sonora é razoável, não tenho muito a comentar, acho que os filmes atualmente nem se importam com isso, corte de gastos e tal, nota 8 e 6 respectivamente;
Por final, o filme merece ser visto, no cinema (se em 3D ou não, deixe seu bolso decidir), é um bom encerramento de um bom começo (assim espero), no geral nota 7. Não chega a ser um filme nerd, está mais para algo popular, de entretenimento costumeiro, mas diverte o suficiente para valer a pena. Espero que a crítica seja útil, se você gostou e te ajudou comente ou curta, se você já viu e gostaria de acrescentar algo a mais, comente também! Abraço!